domingo, 29 de janeiro de 2012

“Na banguela”, Sport atropela o Náutico


No interior de Pernambuco, o termo “na banguela” é usado quando um carro fica desligado em uma ladeira e, sem freio, desce embalado sem gastar combustível.  Na capital pernambucana, o Sport teve que gastar muito combustível no Clássico dos Clássicos. Grande parte em apenas 13 minutos. Mas embalou e passou com tudo, atropelando o Náutico.
O jogo começou a todo o vapor e logo no início, foi o Leão que deu as cartas. William Rocha cruzou da esquerda, a zaga afastou mal e a bola sobrou para Roberson, que não perdoou e fez o primeiro gol do Sport na Ilha do Retiro em 2012. Coincidentemente, o primeiro gol que o Náutico levou no Campeonato Pernambucano. E ainda levaria mais.
Aos 12 minutos, Diogo recebeu na área, fez boa jogada e cruzou. William Rocha cabeceou, tirando do goleiro Gideão, para fazer 2×0. Quando a torcida ainda comemorava, Marcelinho Paraíba arrancou e rolou para Roberson fazer o seu segundo gol no jogo. Só dava Leão.
Sport x Náutico (Foto: Aldo Carneiro)
Se há muito tempo não se via um time sobrar em um Clássico com apenas 13 minutos, o torcedor alvirrubro também não via um gol de falta. Mais precisamente, desde o dia 20 de março do ano passado, quando Eduardo Ramos fez contra o Santa Cruz. Desta vez, novamente em um clássico, foi Souza que usou da bola parada para diminuir.
A segunda etapa continuou aberta, com o Sport “na banguela” e Marcelinho Paraíba, banguelo. Se no ano passado, na vitória contra o mesmo Náutico na mesma Ilha pela Série B, o meia perdeu um dente, isso voltou a acontecer após uma dividida. Mas isso pode ter virado um bom sinal. Foi o que Tobi mostrou.
Aos 15 minutos, o zagueiro aproveitou um cruzamento e fez o quarto do Leão. Vibrou como se fosse um golaço. Mas golaço mesmo só aconteceu aos 29 minutos, quando Jefferson acertou um ‘balaço’ no ângulo de Magrão, que nem se mexeu. Aos 40 minutos, o Timbu tentou botar fogo no jogo quando Lenon experimentou de fora da área e Magrão aceitou. O Náutico encostou, mas não conseguiu empatar.
E o jogo terminou assim, com o placar de 4×3. Sofrido, mas pelo menos para Marcelinho Paraíba e para o Sport, a “fada do dente” não deixa dinheiro debaixo do travesseiro. Deixa uma vitória em Clássico dos Clássicos.

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