quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A vitória do Santa, de Dênis Marques


Para manter o bem estar, o grupo coral vai repartir entre si os méritos (e o bicho) da vitória por 3×1, ontem, diante do Porto. Mas quem estava no Arruda sabe o que realmente aconteceu. Só existiu um nome do Tricolor em campo. Um veterano, que, mesmo sem ritmo, fez o que nenhum outro atacante do Campeonato Pernambucano conseguiu: três gols. Mostrar tanto faro de artilheiro foi quase um ato de exibicionismo. Estreia já eternizada e promessa de um novo ídolo coral.
Boas expectativas circundavam o Arruda. Com a demonstração de competitividade no clássico contra o Náutico, a esperança é que o time retomasse o caminho do bom futebol. Mas na primeira etapa, não foi isso que aconteceu. Muito modificado, o Santa não tinha segurança defensiva – a ausência de Anderson Pedra em campo foi sentida.
Na frente, Dênis Marques demonstrava inteligência para ter uma atuação decente, mesmo com a falta de ritmo. Ele foi o único a realizar jogadas sóbrias. Os outros atletas ofensivos orbitavam ao redor do centroavante, mas não conseguiam interagir bem.
As vaias eram só uma ameaça até os 33 minutos, quando Kássio cruzou na cabeça de Moisés, que aproveitou novo vacilo de Leandro Souza para abrir o marcador para o Porto. Tensão no Arruda. Mas a saga do artilheiro estava para começar. Dênis Marques resolveu tudo para o Tricolor.
Acréscimos do primeiro tempo. Cruzamento na área do Porto, desvio no primeiro pau, bola pingando na área. O tapa de Dênis Marques para as redes garantiu o empate e mais tranquilidade para o intervalo.
O meia Kássio tratou de mostrar que o Porto ainda queria a vitória fora de casa. O chute longo na trave assustou os tricolores. Luciano Henrique respondeu a “ameaça” chutando na rede do lado de fora. Bater no lado de dentro, só Dênis Marques.
Em mais uma jogada confusa, a defensiva caruaruense perdeu o tempo da bola. Ela ficou limpa para o atacante coral, na marca do pênalti, concretizar a virada do Santa Cruz. A atuação do conjunto tricolor seguia pouco inspirada. Mas o estreante da noite ainda tinha o desejo de deixar o placar mais encorpado.
Parece que a marcação do Porto sentiu a presença do rodado atleta. Após um chutão de Everton Sena para o outro lado de campo, Evandro, meia do Gavião, apostou corrida com Denis. Afobado, o jogador não sentiu a presença do goleiro Romero, dando um toque de cabeça justamente quando o arqueiro se aproximava para intervir. Com o sexto sentido em dia, Dênis Marques esperou o desencontro dos jogadores do Porto e, sem ninguém pela frente, apenas empurrou para o gol e correu para a torcida.
Sem condições atuar os 90 minutos, o atacante coral foi sacado por Zé Teodoro para a entrada de Renatinho. Dênis foi ovacionado pelos tricolores. E sem o rapaz das trancinhas em campo, não há mais o que escrever. Ficaram só os esforçados, que não trouxeram perigo aos goleiros. O diferenciado, naquele momento, já estava no banco, curtindo a sua noite de glória.
    Blog de Primeira

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