domingo, 11 de março de 2012

No jogo da afirmação, Santa Cruz bate o Salgueiro por 2 a 0


Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press.
Era o jogo da afirmação. Depois de duas vitórias consecutivas em competições distintas, o Santa Cruz tinha uma prova de fogo. Vencer o então líder Salgueiro. Em um Arruda tomado por mais de 28 mil pessoas, a resposta foi dada ainda no primeiro tempo. Os gols de Léo e Dutra brindaram o bom momento da equipe coral. Mais. Com o resultado vitorioso deste domingo, a equipe tricolor subiu para 26 pontos e fincou um lugar no G4. Por outro lado, tirou a liderança do Salgueiro e entregou para o rival Sport.

Até sair o primeiro gol, o início de partida do Santa Cruz era desanimador. Vestindo a camisa 10, Léo ganhou a missão de pensar o jogo coral junto com Weslley. A decisão de Zé Teodoro causou um efeito negativo de imediato. Os passes eram trocados lentamente e a equipe teve apenas duas chances com chutes de fora da área através do vaiado Eduardo Arroz e Dutra. Era pouco. 

A torcida coral já se irritava e pedia Renatinho em campo para acelerar o jogo. A apreensão da arquibancada só aumentava na medida em que o Salgueiro começava a trocar passes cada vez mais rápidos e precisos. Dominava o meio-campo com o entrosamento de um time que já se conhece há uma temporada. O único pecado era na hora da assistência. Faltava capricho. Um exemplo claro foi um contra-ataque precioso desperdiçado por Clebson. Ele não chutou e nem tocou. Com isso, o Carcará criou um falso domínio da partida e acabou sendo penalizado.  

Aos 38 minutos, mesmo em um contra-ataque lento iniciado por Sandro Manoel, Dênis Marques tocou com precisão para Léo que abriu o placar da partida. As vaias, então, viraram aplausos e a arquibancada passou a empurrar o Santa Cruz. No embalo da torcida, o time de Zé Tedoro fez mais um gol. Aos 45, Dutra lutou pela bola, driblou o defensor e mandou para o fundo das redes. O Mais Querido foi para o intervalo com um placar que, até certo ponto, foi incompatível com o futebol apresentado.
Na segunda etapa, porém, o resultado passou a ser justo. O Salgueiro pareceu ter entregado os pontos cedo demais. O Santa, então, cresceu. Foi para cima. Arriscou bolas aéreas. Chutes de longa distância. Virou o dono jogo. Neste cenário, vale ressaltar o papel de destaque do volante Sandro Manoel.   Passes e desarmes precisos fizeram o camisa 5 ser o líder da equipe.

A superioridade coral ganhou ainda mais corpo após as mudanças de Zé Teodoro.  Ele soube mudar a cara da equipe na hora certa. Com o Salgueiro abatido, ele injetou velocidade no time colocando o xodó Renatinho. O baixinho deu velocidade para equipe como era esperado e ainda provocou a expulsão do volante Pio. Nesse cenário, a torcida coral se despediu da partida trocando as vaias pelo grito de olé no Arruda. O Santa Cruz venceu o jogo da afirmação. Com méritos.

Santa Cruz 2
Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, William e Dutra; Chicão, Sandro Manoel, Léo (Natan) e Weslley (Renatinho); Geílson (Carlinhos Bala) e Dênis Marques. Técnico Zé Teodoro

Salgueiro 0
Luciano; Marcos Tamandaré, Alemão, Luiz Eduardo (Alex Xavier) e Peri; Pio, Dinho, Vitor Caicó (Dudu) e Clebson (Edmar); Elvis e Fabrício Ceará. Técnico: Neco

Local: estádio do Arruda (Recife)
Árbitro: Neilson Santos
Assistentes: Erich Bandeira e Jossemar Diniz
Gols: Léo (aos 38min do 1ºT); Dutra (aos 45min do 1ºT)
Cartões Amarelos: Leandro Souza, Geilson, Chicão (Santa); Luciano, Peri (Salgueiro)
Cartão Vermelho: Pio (Salgueiro)
Público: 28.304
Renda: R$ 207.720,00

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