segunda-feira, 26 de março de 2012

Pela qualidade…um 0×0 justo!

 

Funcionou melhor do que muitos soníferos por aí. Digno de cochilos e bocejos, o Clássico dos Clássicos disputado na tarde de ontem, nos Aflitos, terminou em um tedioso 0×0. As defesas prevaleceram sobre os ataques e os goleiros pouco trabalho tiveram. Melhor para o Sport, que com o resultado foi a 38 pontos e manteve a primeira colocação, enquanto o Náutico caiu para quarto. Na próxima quarta-feira, o Timbu volta a atuar em casa, diante do Salgueiro, enquanto o Sport visita o Ypiranga, em Santa Cruz do Capibaribe.
Bastante aguardado pelas torcidas, o clássico trazia um ingrediente especial para ambas as equipes: a manutenção de invencibilidades. E, neste aspecto, nenhum dos dois saiu cabisbaixo. O Náutico comemora o fato de não perder nos Aflitos há quase um ano – desde 13 de abril do ano passado. Em se tratando de jogos pelo Estadual, não é derrotado em seus domínios desde 17 de fevereiro de 2010. Fora isso, não cai em casa diante do time rubro-negro desde 13 de julho de 2008. Enquanto isso, o Sport se vê invicto há 11 jogos (dez pelo Pernambucano e um pela Copa do Brasil). O técnico Mazola Júnior, que já comandou a equipe em quatro clássicos no Estado, também permanece imbatível contra os maiores rivais.
Quem esperava um jogo recheado de emoções, ficou frustrado pelo que aconteceu no primeiro tempo. O que se viu foi um número excessivo de faltas, principalmente por parte do Sport. Tanto que o volante Souza, do Náutico, levou a pior em uma dividida com o rubro-negro Rivaldo, sentiu o tornozelo esquerdo e precisou ser substituído por Tozo, que reestreo
u com a camisa alvirrubra. E por conta do jogo truncado, os times não encontravam criatividade para construir as jogadas de ataque. O resultado disso é que foram apenas dois lances perigosos para cada lado.
O primeiro deles veio aos 21 minutos, com o lateral-esquerdo alvirrubro Jefferson. Ele bateu falta com violência e Magrão teve que se esforçar para mandar a escanteio. A resposta leonina veio três minutos depois. Renê aproveitou bobeada de Philip, invadiu a área e ficou cara a cara com Gideão. Só que em lugar de chutar, ele preferiu tocar para Marcelinho Paraíba, mas o passe saiu errado e a zaga afastou. Aos 30, o mesmo Marcelinho bateu de longe e assustou o goleiro alvirrubro. Magrão, aos 32, observou Elicarlos chutar a bola desviar em Tobi e passar perto do gol.
Depois do intervalo, pouca coisa mudou. Apesar de os treinadores terem mexido em suas peças ofensivas – Rodrigo Tiuí entrou no Náutico, Jheimy foi acionado pelo lado do Sport -, os ataques continuaram sem funcionar a contento. A primeira investida alvirrubra veio aos sete minutos. Eduardo Ramos arrancou pela direita, foi à linha de fundo e cruzou, mas ninguém apareceu para empurrar para as redes. Aos nove, Marcelinho Paraíba tabelou com Jael, tentou concluir duas vezes, mas errou o alvo. Aos 20, Jefferson avançou pela esquerda e, quase sem ângulo, bateu cruzado. Magrão mandou para a linha de fundo.
À medida em que o final do jogo se aproximava, o Sport passou a explorar mais os contragolpes, enquanto o Náutico tentou dar o último gás. Aos 29, Rodrigo Tiuí ganhou a jogada, entrou na área, mas mandou para fora. Destaque negativo para o atacante Siloé, do Náutico. Por pelo menos três vezes ele teve campo livre para entrar com a bola dominada na área, mas preferiu sempre dar o último ajuste antes da finalização e se deu mal em todas elas. As vaias da torcida ao apito final deram a tônica do baixo nível do confronto.
 
Náutico: Gideão; Auremir, Marlon, Ronaldo Alves e Jefferson; Elicarlos (César Marques), Souza (Tozo), Derley e Eduardo Ramos; Siloé e Philip (Rodrigo Tiuí). Técnico:Waldemar Lemos.
Sport: Magrão; Moacir, Bruno Aguiar, Tobi e Renê; Diogo Oliveira; Rivaldo, Thiaguinho (Rithely) e Marcelinho Paraíba; Willians (Marquinhos Gabriel) e Jael (Jheimy). Técnico:Mazola Júnior.

Local: Aflitos.
Árbitro: Sandro Meira Ricci.
Assistentes: Jossemmar Diniz e Pedro Wanderley.
Cartões amarelos: Derley, Eduardo Ramos, Tozo, Siloé, Rithely, Diogo Oliveira e Bruno Aguiar.

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