sábado, 3 de março de 2012

A roda gigante de Porto e Ypiranga


Se o Campeonato Pernambucano deste ano fosse um parque, certamente haveria destaque para uma roda gigante e os maiores ocupantes do brinquedo seriam os clubes do Agreste. Quando analisamos a tabela de classificação a cada rodada, salta aos olhos o sobe e desce das quatro equipes. Nas últimas três rodadas, por exemplo, Ypiranga e Porto desenharam trajetórias praticamente opostas entre si.
Com o desfecho da primeira dezena de jogos, o time caruaruense ocupava a sexta posição e a vaga virtual para a série D, enquanto o clube da terra da sulanca era o décimo e se assustava com a proximidade do rebaixamento. Com apenas três pelejas, as situações se inverteram: o Gavião agora é vice-lanterna e a Máquina de Costura ocupa o sexto posto, a apenas dois pontos do Petrolina, que está no G4.
YPIRANGA - Em Santa Cruz do Capibaribe, o alívio não mudou a inquietação. “Sabemos que do Petrolina (4º colocado) ao Porto (11º) está todo mundo enrolado, com uma diferença muito pequena de pontos e também de futebol”, pondera Flávio Pontes, presidente do clube. Pensando nesse cenário, ele prefere se precaver e, mesmo a menos de uma vitória de distância, não fala diretamente sobre o G4. “Nosso foco tem de ser por uma vaga na Série D, que é o nosso grande objetivo desde o início. Qualquer coisa que surja a mais será por consequência do trabalho”, pontua.
Na opinião de Pontes, é preciso estar sempre atento para fazer as mudanças que forem necessárias, caso da contratação do técnico Reginaldo Sousa, que conseguiu mudar a postura da equipe. Desde a oitava rodada, quando o treinador assumiu o time, a Máquina de Costura está com aproveitamento de 66%, igual ao do Náutico (3º). Não parece ser à toa: comandante do Serra Talhada no início do ano, Reginaldo Sousa só não esteve à frente de uma equipe durante a sexta e sétima rodadas. Se seu desempenho fosse um clube, estaria bem colocado. Pela pontuação, em sétimo. Pelo aproveitamento, em quarto.
Para reforçar o elenco, além das já anunciadas contratações de Jaime, Cristiano e Thomas Anderson, a diretoria do Ypiranga ainda negocia com um meia e um atacante. O prazo para inscrições termina amanhã.
PORTO - Vice-campeão pernambucano em 1997 e 1998, acostumado a boas campanhas, o Gavião está surpreso com o vôo torto que tem dado até agora. José Porfírio, presidente do clube, não sabe explicar as causas que levaram o time à zona de rebaixamento. “Estamos desenvolvendo o mesmo trabalho de sempre, com a mesma filosofia e com a mesma intensidade, mas os resultados não estão vindo”, lamenta.
O baixo desempenho do time custou o emprego do técnico com mais tempo em um clube do estado.  Laelson Lima estava trabalhando em Caruaru desde junho de 2010 e foi demitido após perder em casa para o líder Salgueiro. Janduir, o interino que assumiu a equipe, não começou bem, sendo goleado por 4×1 pelo Araripina, resultado que levou o semifinalista do ano passado até a zona de rebaixamento.
Ainda sonhando com uma vaga no campeonato nacional, o Porto espera fazer a roda gigante da classificação girar mais uma vez. Procura um novo técnico, que o conduza na missão. Um nome que Porfírio garante ainda não existir, mas espera que traga bons ventos para o jogo de domingo, o Clássico Matuto com o Central.

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