quinta-feira, 1 de março de 2012

Ypiranga vence Santa Cruz no Limeirão

Em uma partida muito fraca tecnica e taticamente, com duas equipes sem grandes momentos de inspiração, o Ypiranga venceu o Santa Cruz no seu estádio, o Otávio Limeira, em Santa Cruz do Capibaribe pelo placar de 1x0, graças a um erro de arbitragem.

O Santa, com a derrota, permanece fora do G4, na 5ª posição, com 20 pontos, enquanto o Ypiranga, após a vitória, continua na 6ª posição e agora está a apenas dois pontos do G4, com 19.

As duas equipes começaram a partida se estudando e arriscando pouco. Após os primeiros 5 minutos, o Ypiranga se lançou ao ataque e chegou com perigo algumas vezes, enquanto o tricolor produziu muito pouco em termos de ofensividade. A marcação também não foi bem no início e deu muitos espaços para os meias do Ypiranga.

A Máquina de Costura, no entanto, mesmo pressionando, não se afobou e anulou as peças criativas corais. Com uma marcação bem adiantada, o Santa Cruz gastava sua posse de bola em passes da intermediária adversária para trás. Os ataques se resumiram basicamente a bolas alçadas na área para Dênis Marques e o pequenino Carlinhos Bala, que não levaram vantagem sobre a boa defesa do Ypiranga.

O time do agreste tocava fácil e chegava com certa facilidade à frente da área tricolor, mas com chutes sem perigo. Os laterais também fizeram algumas jogadas de ultrapassagens e cruzaram algumas boas bolas, mas a defesa tricolor foi bem no jogo aéreo.

Aos 20 minutos, a partida resumia-se a passes perdidos de um lado e do outro num jogo extremamente monótono. Um dos poucos lances de perigo real por parte do Santa Cruz, foi um chute de Léo de fora da área, que desviou na zaga e assustou o goleiro Geday.

Se por um lado o Ypiranga respeitava demais o Tricolor, que vinha de uma sonora goleada por 6x0 contra o Petrolina na última rodada, o Santa Cruz não soube se impor como equipe grande. Os passes errados e a falta de objetividade das equipes fez do jogo uma partida muito fraca tecnicamente.

Se algo pôde ser destacado positivamente nesta primeira etapa, foram os setores defensivos das duas equipes, que não deixaram os adversários criarem quaisquer situações perigosas.

A apatia foi a marca do jogo, com raras jogadas lúcidas de criação de ambos os lados. As maiores expectativas do Santa Cruz eram as bolas paradas, mas os escanteios e faltas foram muito mal aproveitados. Pelo lado do Ypiranga, as tentativas vieram através de contraataques sem perigo.

Aos 40, uma bela triangulação Otacílio invadiu a área e foi desarmado pela defesa coral. Aos 44, o Ypiranga adiantou ainda mais a marcação e esboçou uma pressão, mas o primeiro tempo terminou sem maiores novidades. O torcedor que não se irritou com a apresentação das equipes, provavelmente dormiu durante os primeiros 45 minutos.

SEGUNDO TEMPO

Logo nos dois minutos da segunda etapa, Danilo Lins deixou Ludemar de cara pro gol, que cortou Diego Lima e bateu, mas o goleiro havia se recuperado e rebatido a finalização. O lance, no entanto, não valia mais nada, o atacante do Ypiranga se encontrava em posição de impedimento.

Aos sete, o santa responde com uma falta perigosa cobrada por Léo, mas Geday espalma bem.

O jogo ganhou em velocidade, as equipes parecia mais dispostas, mas a produtividade ainda era muito pobre. O Santa tentou avançar o time, mas deixou espaços para as contrainvestidas do Ypiranga, que insistia em jogar pelas laterais.

O ataque coral começou a se movimentar mais, dando opções para Weslley e Léo, que passaram a criar mais. Diogo e Dutra continuaram completamente apagados em campo. Tanto estiveram mal, que Dutra deu lugar a Geílson. Renatinho voltou à sua posição de origem.

Com a alteração, Zé Teodoro passou a atuar com três atacantes, mas esqueceu que precisaria de criatividade para que a bola chegasse ao trio de ataque.

Aos 26 minutos, numa bela jogada pela lateral, Danilo Lins invadiu a área e bateu, Diego Lima bateu para o gol e Diego Lima fez grande defesa, no rebote, o lateral tricolor Diogo derrubou o atacante do Ypiranga e Sebastião Rufino Filho apontou para a marca da cal. O próprio Danilo bateu, no centro do gol e abriu o placar para o Ypiranga.

Zé Teodoro queimou sua última substituição, retirando Diogo de campo, e recuando Weslley para a lateral e perdendo mais um homem de criação.

A equipe do agreste aproveitou a desorganização tática tricolor e passou a atacar com mais veêmencia, principalmente pelas pontas, o que segurou ainda mais Renatinho e Weslley. O Santa Cruz, a essa altura, não reagia, defendia mal e não possuía uma estrutura tática definida. Nas poucas vezes que chegou ao ataque, o Tricolor d Arruda perdeu o confronto com a defesa do Ypiranga, que investia em rápidos contraataques.

Aos 44 minutos, num último suspiro, em uma bola alçada na área, Geílson cabeceou, Geday espalmou e Dênis Marques mandou para o fundo das redes. O assistente marcou errôneamente um impedimento e Sebastião Rufino Filho corroborou o erro de Ubirajara Ferraz e anulou o gol legítimo que salvaria a péssima atuação do Santa Cruz.   

FICHA DA PARTIDA - Ypiranga 1x0 Santa Cruz

Ypiranga: Geday; Tigrão (Adelino), Lúcio, Neto e Jaime (Marcos Mendes); André Lima, Jair, Júlio Terceiro e Otacílio; Danilo Lins e Ludemar (Ila).
Técnico: Reginaldo Souza

Santa Cruz: Diego Lima, Diogo (Luciano Henrique), Leandro Souza, William e Dutra (Geílson); Memo, Léo, Renatinho e Weslley; Carlinhos Bala (Flávio Recife) e Dênis Marques.
Técnico: Zé Teodoro

Local: Otávio Limeira Árbitro: Sebastião Rufino Filho. Assistentes: Erich Bnadeira e Ubirajara Ferraz. Gol: Danilo Lins Amarelos: Marcos Mendes, Ludemar e Otacílio para o Ypiranga; Dênis Marques, Weslley, Diogo e Flávio Recife para o Santa Cruz.

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