quarta-feira, 27 de maio de 2015

Operação na Suíça prende sete cartolas ligados à Fifa

Hotel Baur au Lac Suíça Fifa (Foto: Reuters)
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A dois dias da eleição presidencial da entidade máxima do futebol, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou uma nota oficial sobre as acusações que motivaram as prisões de dirigentes da Fifa, em Zurique, na Suíça. O documento, intitulado Nove dirigentes da Fifa e cinco executivos indiciados por extorsão e corrupção, foi formalizado em um tribunal federal de Nova York. Os americanos revelaram que o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, é um dos sete dirigentes detidos.
A confissão de quatro pessoas, entre elas o brasileiro J. Hawilla, dono da empresa Traffic – famosa empresa de marketing esportivo – e dois “réus corporativos” foi confirmada, com isso as 14 pessoas foram indiciadas por extorsão, conspiração para lavar dinheiro, fraude eletrônica, entre outros crimes. Segundo o documento, a investigação revelou um esquema que já dura 24 anos, com subornos que chegariam a impressionante cifra de US$ 150 milhões (cerca de R$ 400 milhões). Além de Marin, foram presos Jeffrey Webb, Julio Rocha, Eugenio Figueredo, Costas Takkas, Rafael Esquivel, entre outros.
De acordo com informações do jornal NY Times, mais de 12 policiais suíços chegaram à paisana ao Baur au Lac Hotel, local em que os dirigentes estavam hospedados para o congresso anual da organização, marcado para os dias 28 e 29 de maio, e renderam os acusados em uma ação extremamente pacífica, sem a menor resistência dos envolvidos.
As polêmicas escolhas das sedes das Copas de 2018 e 2022, marcadas para a Rússia e Catar, respectivamente, são o centro das investigações. Na segunda eleição, a mais controversa, os Estados Unidos também buscavam o direito de receber a competição. Vale lembrar que o país da América do Norte recebeu a edição de 1994 da Copa do Mundo, ano em que a Seleção Brasileira conquistou o tetracampeonato mundial.
A ação policial desta manhã tem um grande efeito na eleição presidencial da entidade, marcada para a próxima sexta (29). O suíço Joseph Blatter, no comando da Fifa desde 1998, surgia como o favorito para mais um mandato. O único adversário do atual presidente é o príncipe da Jordânia Ali bin Al-Hussein.

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